No Kilamba Kiaxi está a nascer uma cidade satélite que vai alojar 400 mil pessoas. É uma prova insofismável de que nós somos capazes. Nós conseguimos.
No Kilamba Kiaxi está a nascer uma cidade satélite que vai alojar 400 mil pessoas. É uma prova insofismável de que nós somos capazes. Nós conseguimos. Nós lutamos, ganhamos, perdemos, mas continuamos a lutar até vencer.

Ainda não fizemos uma Brasília no coração de Angola, como fizeram os nossos irmãos brasileiros. Mas a nossa cidade ali ao lado do Estádio Nacional, onde antes da independência apenas pastava o gado, é a prova gritante de que somos capazes.
E vamos fazer muitas cidades mais, tantas que um dia somam um milhão de casas para quem não tem uma habitação digna. Vamos fazer tantas habitações que os especuladores vão ficar de fora deste percurso exaltante que é dar uma habitação digna e a preços decentes aos angolanos que vivem em condições precárias, nem que seja nos centros das nossas cidades e vilas.

E somos capazes de fazer muito mais, se todos os angolanos derem as mãos neste combate de que tanto nos orgulhamos, que é a reconstrução nacional. É claro que se economistas e gestores se limitarem a ficar de lado, máquina de calcular em punho, a ver se no fim desta legislatura temos mesmo mais um milhão de fogos habitacionais, é um pouco mais difícil mostrar ao mundo que somos capazes e conseguimos atingir as metas que nos propomos alcançar. Mas as calculadoras, por estranho que pareça, também podem ajudar.

Os que arregaçaram as mangas e se empenham a fundo nas tarefas da reconstrução nacional, tenham o partido que tiverem, estejam no poder ou na oposição, querem mostrar aos que não há força humana que consiga parar um povo apostado na criação de condições para que Angola seja a pátria da felicidade. Porque esse é o sonho de todos sem exclusão e é o país que queremos construir para os nossos filhos. E a nossa vontade, a nossa disponibilidade, os nossos sacrifícios não são contabilizados pelas máquinas de calcular. Muito menos esmorecem só porque alguém nos diz que não vamos conseguir e que não somos capazes.

PUBLICAÇÃO: JORNAL DE ANGOLA

COLUNA: PALAVRA DO DIRECTOR

DATA: 11/04/2010

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